segunda-feira, 19 de maio de 2014

Justice League 3000 (2013-) #3


imageO Flash foi destroçado, Lanterna Verde é prisioneiro de uma apaixonada sociopata com poder de manipular realidade chamada Locus. Enquanto isso Batman, Superman e a Mulher Maravilha são mandados para Takron-Galtos, um planeta penal decadente, dominado por criminosos e chefiado pelo xerife Aaban Tariq. Ah, Takron-Galtos costumava se chamar “Planeta Terra”.
Após o confronto humilhante entre a Liga 3000 e Locus na edição passada temos um pouco de explicação nesta edição. Os gêmeos da Cadmus Teri e Terry discutem se trazer a Liga de volta para o ano 3000 foi a melhor solução para combater a organização dos “Cinco” (os antagonistas da série até o momento). A HQ alterna entre diálogos entre os núcleos narrativos (os gêmeros; Lanterna e Locus e Superman, Batman e Mulher Maravilha) . Superman pra mim continua sendo o personagem mais interessante do elenco. Esta versão não poderia estar mais distante de sua contraparte contemporânea. O Super daqui é um imbecil pedante com tendências para misoginia. Os diálogos entre ele e a Mulher Maravilha são muito engraçados. Apesar disso achei a edição um pouco devagar. Temos muita explanação de coisas óbvias. Pelo que estou vendo a tendência do arco é uma conclusão na qual a Liga tem que superar suas diferenças e se unir em um objetivo comum. O que é um mega clichê.
A arte de Howard Porter é sensacional. O design dos personagens, suas expressões corporais e faciais e o cenário são todos muito bem detalhados.A colaboração com a equipe de colorização Hi-Fi nos detalhes de fundo, traço, tons de cor e sombreamento deixam a HQ com uma apresentação diferenciada. A parte gráfica é realmente muito bonita.
A Liga 3000 é uma das equipes mais disfuncionais com um título próprio na DC Comics atualmente. A maioria dos personagens ou não se suporta ou não se importa ou tem algum objetivo egoísta. Isso é interessante de ler. Esta edição é um pouco parada, mas no contexto geral a história caminha bem, apesar de não haver muita surpresa nesta leitura.

Batman Eternal (2014-) #4


imageJim Gordon é mandado pra Blackgate reencontrar muitos de seus “amiguinhos” condenados com isso Barbara se descontrola e busca de qualquer maneira provar a inocência de seu pai. Nem Batman ficará em seus caminho. O morcegão, por outro lado faz uma visitinha ao recém-chegado Carmine Falcone e o coloca contra a parede por conta dos ataques contra o Pinguim e seu envolvimento com o atentado no metrô de Gotham.
A história dá uma diminuida no ritmo nesta edição e foca na situação de Gordon e em algumas partes a atuação do detetive Bard, novato na polícia de Gotham. Com a nova direção tomada pelo comissário Forbes de não intervir em conflitos entre criminosos mascarados a vida fica bem complicada para o Batman. Ainda temos algumas cenas com Stephanie Brown que mostram que sua mãe é tão filhadaputa quanto seu pai, o Cluemaster (não lembro como as editoras traduziram o nome do vilão).
Scott Snyder e James Tynion IV continuam um ótimo trabalho mantendo o leitor entretido e interessado nas múltiplas tramas que se desenvolvem. A arte de Dustin Nguyen é bem diferente de Jason Fabok. O traço é mais cartoon e menos épico, mas não prejudica a história apesar de eu preferir os desenhos do Fabok.
Batman Eternal tem todo aquele clima pré-Knightfall (Queda do morcego) onde você vê que lentamente algo está sendo arquitetado pra fuder bonito com o morcegão. A cadência é sutil, mas a história é acelerada. Batman não é o protagonista aqui. Ele é um mero espectador de uma trama grandiosa. Ótima leitura.

Loki: Agent of Asgard #3


imageEsta edição não tem Loki, mas tem LOKI!
(Pelo que eu entendi, hehehehehehe) Grande parte de Agent of Asgard 3 é um flashback que se passa na época em que Bor era o Pai Supremo. Na louca e fantástica história o Loki clássico (velho e mal intencionado) articula um plano daqueles mirabolantes e sensacionais pra criar e se apoderar da espada mágica Gram. Somos apresentados a personagens clássicos da mitologia asgardiana da Marvel como o jovem Odin, Sigurd, o primeiro herói de Asgard e a família de Hreidmar.
O tom de Agent of Asgard muda vertiginosamente nesta edição. Se nas duas primeiras HQs tínhamos o jovem Loki aprontando das suas pelo mundo moderno aqui vemos Loki adulto em uma fábula asgardiana épica. Até os voice boxes mudam pra terceira pessoa e a linguagem rebuscada de Journey into Mystery está de volta. Al Ewing escreve um Loki clássico e vilanesco, com menos facetas que o jovem Loki.mas não menos interessante de ler.
A arte de Lee Garbett mantém-se regular durante toda edição. Não é espetacular, mas está longe de ser um trabalho gráfico ruim. Ela serve perfeitamente a seu propósito que é levar o leitor a uma viagem mitológica por Asgard. Se a trama é complicada a arte por outro lado, é bem fácil de acompanhar.
Se analisarmos esta edição como uma história auto-contida ela se mostra um conto muito interessante no qual o velho Loki arquiteta um de seus planos manipulando todo o cast a seu favor. No entanto no contexto geral não fica claro para o leitor quem de fato é este Loki velho e como ele consegue voltar ao passado para manipular o jovem Odin e todos os outros. Não fica claro também qual a relação do Jovem Loki com este Loki. Para um leitor iniciante e casual esta edição é bem complicada de contextualizar por isso, apesar de eu ter curtido bastante não posso recomendar pra todo mundo (sendo que até eu mesmo fiquei confuso, hehehehehe).

Batman Eternal (2014-) #3


imageEstréia de Stephanie Brown nos Novos 52! Se você não sabe quem é a icônica personagem no universo do morcego faça um favor e leia alguma coisa de Detective Comics ou Robin de Chuck Dixon. Você não vai se arrepender.
Voltando a vaca fria além da estréia da heroína adolescente esta edição que é movimentadíssima ainda marca o início da guerra de facções criminosas em Gotham. De um lado Oswald Cobblepot, o Pinguim do outro Carmine Falcone. A polícia de Gotham sem o comissário Gordon vai se tornando uma instituição extremamente perigosa para os mascarados. Jack Forbes é o novo comissário e o prefeito está na mão de Falcone.
Scott Snyder conduz muito bem todos os subplots do título. A história anda em um ritmo tão acelerado que até Batman e Alfred tem dificuldades pra entender o que diabos está acontecendo.
A arte de Jason Fabok é espetacular e o cast de personagens é extremamente interessante.
Pra quem curte Batman e as tramas do mundo do crime em Gotham Batman Eternal é a melhor escolha de leitura atualmente. Com um enredo misterioso e com um escala bem abrangente a HQ a cada edição fica mais legal de ler.

Loki: Agent of Asgard #2


Muito boa segunda edição.
imageLoki, em missão para achar Lorelei (irmã de Encantor pra quem não lembra) e levá-la de volta a Asgard, vai parar em um daqueles lugares de “speed-dating” onde as mulhers ficam sentadas e os homens se revezam tentando “xavecar” em um espaço curto de tempo. Neste contexto somos apresentados a Verity Willis, uma bela moça tatuada que é imune a mentira. Temos um pequeno flashback situando o leitor em relação a situação de Lorelei, Loki e Thor e uma ótima sequência em um Cassino em Monte Carlo.
Os diálogos de Al Ewing são muito divertidos e a HQ é recheada de ação e humor. A arte de Lee Garbett não tem nada de espetacular mas é bem legal e atende a proposta do autor. Um leitura bem leve e descompromissada. Agent of Asgard bebe na fonte de Journey into Mystery de Kieron Gillen e não se leva muito a sério, no entanto a trama é mais simples e fácil de acompanhar. Loki tem a tridimensionalidade caracterizada em Young Avengers e você nunca sabe o que esperar do personagem. Muito boa leitura. 

New Avengers Vol. 3 #17


imageNesta edição Jonathan Hickman nos transporta novamente para a Terra 4,290,001 (Parece DC mesmo… É foda…) onde podemos conhecer um pouco mais a “Grande Sociedade”, grupo de super seres que protege o Planeta Terra desse universo. As semelhanças com o Esquadrão Supremo e até com algumas encarnações da Liga da Justiça é evidente e descarada. Temos um Super na pele de Sun God, um cavaleiro sem poderes aparentes que seria uma representação do Batman chamado Rider, uma velocista chamada Boundless, mas o mais impressionante é o personagem chamado Jovian, um ser de aparência alienígena (verde) que é telepata e transmorfo. Se o Hickman fez um tributo ou uma paródia não sei dizer, mas o grupo é interessante apesar de nada original.
Aqui vemos a batalha da Grande Sociedade com os Mapmakers. O grupo sofre bastante, mas fica evidente que Sun God é um personagem de nível de poder absurdo e que um confronto com os Iluminatti do universo 616 pode ocorrer a qualquer momento e que a Terra está fudida se isso acontecer. Entre uma cena e outra vemos Namor e T’Challa em momentos de bromance. Uma coisa extremamente esquisita pra mim tendo em vista que o príncipe submarno destruiu Wakanda em AvX e houve retaliação entre as duas nações, mas fazer o que? É um daqueles raros momentos em que lemos alguma coisa mais “humana” vinda do Hickman atualmente, então vamos saborear.
A arte de Rags Morales é ótima. O cara sabe ser grandioso como o título pede e nos momentos de diálogo consegue imprimir na arte as expressões faciais e linguagem corporal necessária dando o tom das conversas. Rags entra para o rol dos melhores artistas desde o início deste título e isso não é pouco pois tivemos Mike Deodato em alguns números.
New Avengers 17 se aproxima lentamente do clímax inevitável onde os Iluminatti terão de enfrentar a Grande Sociedade. Já passou da hora das mentes brilhantes da Terra levantarem suas bundas da cadeira e fazerem algo ao invés de ficar só observando outros universos pelo youtube de Reed Richards. A HQ não é ruim, mas a trama está muito mais arrastada do que deveria.

Avengers Vol. 5 #28


https://dcomixologyssl.sslcs.cdngc.net/c/DIG020010_3.jpg?h=a5132f90cf568c93df0a62c8a33ee8ba&width=180A casa caiu, Tony. Você não pode enganar por tanto tempo uma das mentes mais afiadas do Universo Marvel trabalhando diretamente com o cara. E, se tratando de Bruce Banner, é melhor não tentar.
Nesta edição o Doutor Banner descobre tudo sobre a segunda encarnação dos Illuminatti, as incurssões e todos os dispositivos e artifícios que o grupo secreto vem utilizando pra impedir a destruiução do Universo 616. Bruce confronta Tony e a verdade vem toda a tona.
Finalmente temos uma edição legal de Avengers pois devido a descoberta dos planos dos Illuminatti Jonathan Hickman é forçado a dar um panorama com um pouco mais de detalhe sobre a situação toda em Avengers e New Avengers. Ainda nesta edição descobrimos a origem dos Mapmakers e sua relação (óbvia) com os Adaptoides. Minha principal reclamação em relação a Avengers e New Avengers ainda é a falta de relação com o resto dos títulos Marvel. Atualmente Bruce Banner (em “Hulk” do Mark Waid) se encontra totalmente incapaz de construir uma sentença inteligível graças à um dano cerebral. Em Avengers ele aparece completamente lúcido. Isso aconteceu com Reed Richards e Raio Negro em New Avengers e agora acontece com Bruce Banner aqui. De qualquer forma os diálogos entre Tony e Bruce Banner são bem legais e me divertiram e a arte de Sal Larroca também está caprichada. A história avança e entretem, o que já não acontecia há algumas edições.
Uma boa leitura de um título que já vinha capengando desde o final de Infinity, mas longe do potencial que esta equipe criativa pode atingir.