segunda-feira, 30 de junho de 2014

Moon Knight (2014-) #3

Em Moon Knight 3 Marc Spector enfrenta uma gangue de arruaceiros fantasmas. É isso mesmo. O Cavaleiro da Lua dá porrada em fantasmas aqui. É isso.
Eu nem preciso escrever muito sobre esta edição e pra falar a verdade nem sobre esse título. O roteiro em formato de história curta e fechada é simples e perfeito.Warren Ellis domina este tipo de conto e parece que estava guardando um monte de histórias curtinhas e geniais como essas esperando uma oportunidade de usá-las em algum personagem obscuro. Felizmente Marc Spector por sua natureza sobrenatural e esquizofrênica é o protagonista ideal pra esse tipo de história. Não tem quase nada de diálogo e a história é tão bem feita que em 3 minutos de leitura você já acabou e quer mais.
A arte de Declan Shalvey com colorização de Jorde Ballaire é uma síntese do noir e do horripilante e é uma grosseria melancólica (Eu não sei de onde eu tirei esse termo, mas foi a melhor maneira que achei pra descrever essa arte). Parece que você está lendo um story board de alguma coisa do Ti West. Todos os quadros tem muito impacto e são fabulosos na sua simplicidade. Não dá pra imaginar outro tipo de arte pra essas histórias.
Seguinte: Cala a boca e compra logo essa porra! Aliás você pode pegar esta edição 3 e depois ler a 1 ou 2. Não importa a ordem. Realmente o formato deste título é tão genial que o leitor não precisa saber praticamente nada e pegar qualquer edição de Moon Knight e se divertir. Sem sacanagem, já cansei de dar motivo pra vocês pegarem este título. Isso aqui já é um novo clássico da biblioteca Marvel e acho muito difícil alguém me convencer do contrário.

Hulk (2014-) #3

A edição passada foi um baque e uma decepção imensa pra mim e talvez alguns fãs do Hulk. Apesar de adorar o trabalho do roteirista em outras franquias, o jeito como Bruce Banner foi retratado ali me desestimulou bastante a continuar lendo o material do Mark Waid. Por pura teimosia comprei Hulk 3 no dia de seu lançamento e deixei guardada até minha raiva e desolação darem uma esfriada. Recentemente peguei pra ler esta edição e tive uma grata surpresa: Bruce Banner não virou um retardado completo.
A história continua do ponto em que a edição anterior nos deixou: Maria Hill cercada por atacantes misteriosos, Abominável caindo na mão com o Verdão e temos mais algumas informações sobre quem está por trás dos ataques a Banner. Nesta edição o Hulk recebe ajuda dos Vingadores para conter o Abominável, que teve seus poderes modificados para emitir doses de radiação letais. Descobrimos que toda a vez que Banner se torna o Hulk o fator de cura do monstro tentar regenerar o tecido cerebral que sofreu danos por causa do tiro na cabeça que ele recebeu. Com isso o cérebro de Banner corre sério risco de se regenerar de maneira errada e comprometer suas capacidades cognitivas. Vemos aqui um Banner que altera entre seu habitual brilhantismo, a burrice da edição anterior e a loucura total. E isso é muito legal. No final o protagonista põe em risco sua própria sanidade para ajudar seus amigos Vingadores. Uma premissa muito legal e uma idéia que eu não esperava. Ponto para o Waid e finalmente depois de muitas edições consegui me divertir e vibrar com alguma coisa do Hulk.
Os desenhos de Mark Bagley vão de regulares a bons nesta edição. Sem dúvida as cenas de ação entre o Hulk e o Abominável são as melhores. A página final também é uma amostra de como o desenhista pode caprichar quando quer. No entanto em cenas com personagens sem máscaras ou com expressões mais humanas o traço do artista ainda é muito genérico e sem sal. De qualquer maneira a HQ não é prejudicada nem um pouco pela arte de Bagley.
Hulk 3 é um triunfo de Mark Waid. O autor conseguiu levar Bruce Banner ao limite de sua sanidade através de uma construção paciente e bem planejada e de uma premissa que chegou a me enganar por um momento. O tema do dano cerebral físico é uma coisa que nunca foi usada neste personagem. A maneira como o protagonista é posto contra a parede e é obrigado a abdicar de sua integridade pelo bem estar de outras pessoas é uma das características primordiais de Bruce Banner. Hulk 3 é uma leitura movimentada, bem escrita e recupera aquele clima de imprevisibilidade que no fundo é o que me fez um apaixonado pelo personagem até hoje.  

domingo, 29 de junho de 2014

Aquaman (2011-) #27

Aquaman versus o Karanqan, uma criatura tão esquisita e imensa que faz o Kraken de Fúria de Titãs  parecer uma maquete de feira de ciências. Sacanagem... Eles são basicamente do mesmo tamanho (um pouquinho maiores que a bunda da J-Lo). Tá bom! Tá bom! Foi a última piada.
Voltando a HQ Arthur está na Islândia e tenta se conectar mentalmente com a criatura sem sucesso, enquanto isso na base Triton o Sr. Blythe auxiliado pelo Doutor Chin tentam de alguma maneira obter uma amostra de tecido do monstro.
Jeff Parker escreve um roteiro bem simples, consistente e objetivo. No entanto se você estiver interessado em alguma coisa mais profunda ou com uma trama mais elaborada esqueça isso aqui. Temos um flashback de infância de Arthur quando ele perde a consciência e até alguns flashes revelando a história por trás do Karaqan, mas é só isso. 90% da HQ consiste em Aquaman sendo heróico e tentando parar o Karaqan enquanto o monstro destrói a costa da Escandinávia. Bastante ação e um roteiro com dois núcleos narrativos sem muito rodeio, mas nada espetacular ou imperdível.
A arte é uma colaboração entre Netho Diaz e Paul Pelletier e é muito bem feita. Tanto as cenas de batalha na Islândia quanto as cenas submarinas são bem caprichadas e, apesar de haver uma clara diferença entre os estilos dos dois desenhistas a arte não sofre de quebra de ritmo nem incosistência aqui.
Aquaman 27 não é uma edição imperdível.a série também não é nenhuma abominação atualmente. Temos histórias medianas que não chegam a entediar, mas também não empolgam. Vale a compra para os fãs do personagem ou para quem já estava acompanhando desde a saída de Geoff Johns do título. 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Iron Man (2012-) #21

Abigail "Red Peril" Burns investiga Troy, a cidade dos irmãos Stark e temos uma bela reunião entre 3 portadores dos anéis do Mandarin. Enquanto isso Tony e Arno Stark tentam descobrir quem é o portador do anel Remaker.
Kieron Gillen escreve uma edição razoável, com boas doses de ação e uma ótima interação novamente entre os irmãos Stark. Arno é um personagem adorável e a dinâmica e o bromance entre ele e Tony é comovente. Os inimigos aqui também tem grande espaço para aparecerem e a tridimensionalidade que o autor consegue alcançar com Red Peril deixa a leitura bem interessante. A personagem acaba sendo uma relutante aliada de Tony contra os outros portadores dos anéis. Isso dá um tom mais humano a esta leitura. Ainda nesta edição, sob o olhar de Abigail, vemos um pouco da infra-estrutura da cidade Troy e qual a filosofia por trás da metrópole sustentável concebida pelos irmãos Stark.
A arte de Joe Bennet aqui também não tem nada demais. Quadros bem simples e sem impacto, uma colorização genérica e cenas de ação de regulares a boas. Nada muito empolgante.
Iron Man 21 é uma revista razoável. Este arco não chega a me desagradar, mas também não empolga e nem é um ponto de partida muito interessante para novos leitores. Para quem já vem lendo este número diverte, mas não tem nada de muito especial aqui.

Green Lantern (2011-) #29

Saint Walker continua vagando sem esperança pelo Planeta Mogo, mas por Mogo também perambula o transmorfo responsável pela guerra contra a Tropa dos Lanternas. Ao contrário do que sugere a capa esta edição não é focada no ex-Lanterna Azul.
Por um acerto entre Guy Gardner e a Tropa dos Lanternas Verdes a Terra está sob a proteção dos Lanternas Vermelhos (coitados de nós). Com isto Hal Jordan vem até o nosso planeta se despedir de seu irmão e sobrinhos e deixar o Planeta sob responsabilidade de Simon Baz (o único Lanterna Verde que foi permitido ficar neste setor espacial). Hal retorna a Mogo e planeja a sua retaliação contra os Kund, os responsáveis pela revolta contra a Tropa. Mas não é só planejamento! Ainda nesta edição vemos a Tropa dos Lanternas em ação levando a luta até o planeta Gwottle e dando uma em dura uma fábrica de drenos de luz.
Uma edição bem interessante onde vemos novamente como Robert Venditti sutilmente transforma o protagonista historicamente egoista em um líder para toda a Tropa. As cenas em que Hal pede ajuda a Killowog, Salaak e a Lanterna 26 são muito bem escritas e definem bem o trabalho do autor em Green Lantern. Não tem nada de especial no que o roteirista escreve, no entanto é um direcionamento um pouco duiferente da era Geoff Johns e as histórias tem a consistência necessária pra manter os leitores entretidos.
A arte aqui é uma colaboração muito boa entre Martin Coccolo e Billy Tan. Com menos páginas para desenhar Tan consegue um resultado bem melhor do que vinha fazendo nas últimas edições. A arte de Coccolo é muito boa e nas cenas de ação o artista se destaca sendo superior ao artista regular do título.
Green Lantern 29 mantém o bom nível de histórias que vem desde as últimas 3 edições. Não é uma HQ imperdível, assim como as outras, mas para quem está interessado no universo dos Lanternas Verdes ou é fã do personagem é uma boa leitura.

Avengers World (2014-) #3

Eu sou meio burro, confesso. Então nas duas primeiras edições de Avengers World tive um pouco de dificuldade pra entender o que Nick Spencer e Jonathan Hickman pretendiam com este título. Pra mim era mais uma tentativa do tipo "Avengers Assemble" de histórias paralelas com os mesmos personagens de Avengers. Nesta terceira edição finalmente entendi que o objetivo dos autores é fazer o que Hickman não tem feito em Avengers. Ou seja, explorar a personalidade e dar voz ao time que forma o grande elenco dos Vingadores atualmente. Por exemplo, nesta fantástica terceira edição os roteiristas dedicam 20 páginas exclusivamente a Shang-Chi, mas não usam este espaço para flashbacks ou para relembrar a origem do personagem. São vinte páginas de ação intensa somente com este personagem. Aqui o leitor entra na pele do Mestre do Kung-Fu de fato e experimenta em primeira pessoa um combate mortal e lindo com um dos vilões mais casca-grossas do Universo Marvel atualmente, o maldito Gorgon. Com narração em primeira pessoa os autores dão o tom filosófico e meio zen que já é carcaterístico das aventuras de Shang-Chi e inserem o herói no contexto geral da subtrama da série em Madripor. A porrada estanca bonito durante toda esta edição e a leitura passa voando.
A arte de Stefano Caselli é SENSACIONAL. Gorgon já é um velho conhecido do desenhista desde a época de Guerreiros Secretos e aqui o artista desenha uma das melhores cenas de ação de sua carreira. A luta é violenta, linda e épica. O cuidado com a movimentação de cada um dos adversários é impressionante e a HQ toda tem um aspecto visual impressionante.
Avengers World 3 mostrou qual é o propósito do título. Pelo visto teremos grupos narrativos distintos e histórias propícias a exploração e desenvolvimento dos personagens. Nada pode ser mais bem vindo tendo em vista que no título principal dos Vingadores isso não ocorre. Esta edição é pura ação. Cenas empolgantes, um antagonista cascudo e uma arte incrível. Ótima leitura.

Batman Eternal (2014-) #10

Nesta edição descobrimos porque Carmine Falcone odeia tanto a Mulher-Gato em um rápido flashback. Em seguida vemos a ladra sendo capturada pelo mafioso e os dois finalmente acabam nas mãos do Doutor Pyg que pretende conduzir uma de suas experiências grotescas com os dois criminosos. Batman recém chegado da China parte para o resgate novamente. Ainda aqui o Morcegão tem tempo de levar a filha de Alfred, Júlia para se recuperar de graves ferimentos na Mansão Wayne e ainda bater um papo com Jason Todd pedindo ao jovem que vá atrás de Barbara Gordon na América do Sul. Ah, e ainda tem um pouquinho mais de Stephanie Brown, que agora mora na biblioteca pública de Gotham.
A equipe de roteiristas (John Laymen, Scott Snyder e James Tynion IV) está trabalhando a todo gás nesta semanal. Os diálogos são curtos e objetivos e a HQ é recheada de ação e suspense.
A arte aqui é de Riccardo Burchielli e não gostei muito do trabalho gráfico. O cara alterna entre quadros medianos e uns muito ruins. A cena de Batman chegando para resgatar a Mulher-Gatos é uma full page com uns erros grosseiros de anatomia e chega a ser engraçada ao invés de impactante. Nas outras cenas o desenhista apenas faz o feijão-com-arroz e não tem uma performance muito bem sucedida nesta edição.
Batman Eternal 10 consegue divertir e instigar mesmo com uma arte muito ruim. As subtramas que pareciam isoladas vão pouco a pouco convergindo e o leitor tem um panorama bem interessante sobre o niverso do Cavaleiro das Trevas e seu futuro daqui pra frente. Uma leitura rápida, dinâmica e bastante interessante pra quem curte as tramas criminais em Gotham.