sexta-feira, 17 de julho de 2015

HQ do Dia | We Stand on Guard #1

EUA vs Canadá na nova HQ do criador de Saga

Daqui há 100 anos o principal inimigo da liberdade não será alguma nação do Oriente Médio, tampouco algum país Sul Americano. Na mente prolífica de Brian K. Vaughan o futuro inimigo dos Estados Unidos é seu pacato vizinho do norte, o Canadá.

Em We Stand on Guard, o criador de Saga e Y: O último homem nos leva 100 anos no futuro brilhante da humanidade. Em seguida o sujeito destrói este futuro sem piedade em apenas 3 páginas quando tem início o violento e impiedoso ataque Americano ao Canadá. Aqui acompanhamos a guerra sob o ponto de vista da personagem chamada Amber, uma moça que experimentou na carne os horrores da guerra e se junta a um bando de guerrilheiros que tenta defender a grande nação do norte da horrenda máquina de guerra Americana. 

Para os fãs de Saga fica o aviso: We Stand on Guard apesar de ser um título de ficção em essência, tem muito pouco a ver com o sucesso de crítica e vendas protagonizado por Marko, Alanna e Hazel. Apesar disso muitas das características do autor podem ser ser verificadas neta primeira edição (estendida com 38 páginas): A violência, o uso de crianças e animais, as homenagens nítidas a ícones da ficção clássica e as alegorias políticas. Vaughan no entanto é um pouco mais sóbrio do que de costume neste primeiro número e ao mesmo tempo em que coloca seus personagens em um combate surreal com um mecha gigantesco introduz alguns pontos de reflexão sobre conflitos e milícias armadas. Diálogos como sempre extremamente vívidos e naturais permeiam a HQ inteira e passamos da tragédia a ação e em seguida aos dilemas morais no mesmo roteiro com uma naturalidade que não parece natural.
Steve Skroce está de volta aos quadrinhos. E que retorno, senhoras e senhores. We Stand on Guard  tem uma das apresentações gráficas mais detalhadas em uma edição de estreia de gibi este ano. TUDO, sim TUDO é polido e esmerilhado à exaustão nesta revista. Desde as cenas na sala de estar que iniciam a história, até os violentos bombardeios Americanos, culminando na cena de batalha contra o mecha que é o clímax da edição. Skroce faz um trabalho tão caprichado que parece que levou anos para concluir esta edição de estreia e a expectiva é que a qualidade se mantenha, porque não é possível ler este tipo de roteiro com outro tipo de arte após esta estreia.

Convenhamos, We Stand on Guard não é aquela estreia matadora que vai te fazer correr no mês que vem para pegar a segunda edição. O título também não chega a ser dispensável. Temos aqui uma premissa um pouco sem sal (mesmo porque tem o Canadá envolvido na história), mas com um desenvolvimento de roteiro e diálogos de alto nível. Tudo isso feito por um dos autores mais criativos da atualidade em termos de quadrinhos de ficção. A arte é um show a parte com nível de detalhes que beira o inumano para quadrinhos teoricamente mensais. Então podemos concluir que, caso caiba no seu orçamento, We Stand on Guard é um título que vale a pena acompanhar daqui para frente.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

HQ do Dia | Gavião Arqueiro #22 - Edição Final

Gavião Arqueiro 22, a edição final mais aguardada do ano na Marvel.

Como os próprios editores da Marvel, Stephen Wacker e Sana Amanat afirmam, Hawkeye é uma série em quadrinhos à frente de seu tempo. O título criado por Matt Fraction com a arte de David Aja e (nas passagens em Los Angeles) de Annie Wu, estava tão à frente de tudo que era lançado na Marvel na época de seu lançamento em idos de 2012 que os autores não perderam gás nem público mesmo levando quase três anos para concluir este volume da revista (que tem somente vinte e duas edições, diga-se de passagem).
Esta semana finalmente temos a conclusão da passagem desta equipe criativa pelo título de Clint Barton e (não esqueçamos de forma alguma) Kate Bishop. Hawkeye #22 é o confronto final entre os Gaviões e a gangue russa dos tracksuits (os criminosos caricatos que utilizam roupas de corrida o tempo todo na revista).  

Fraction como na maioria das edições de Gavião Arqueiro opta pelo minimalismo em seu roteiro, sincronizando quadro a quadro as cenas com a arte de Aja. O autor não poupa o personagem (e muito menos o público) do característico sofrimento que o acomete desde o início desta publicação e temos uma conclusão com certa dose de drama e melancolia, mas tudo recheado com ação e um senso de dever cumprido. Tirando a cena entre Barney e Clint, os diálogos aqui não são muito extensos. A comunicação não verbal entre Kate e Clint é um dos destaques do roteiro desta edição. A moça é uma heroína muito mais capacitada que seu "mentor" e isso fica claro a cada aparição da Gaviã Arqueira. Fraction ainda faz o favor de "pré-setar" algumas tramas futuras que podem ser muito bem exploradas pela nova equipe criativa do novo título dos Gaviões. Portanto, além de uma conclusão emotiva, elétrica e com gravidade ainda temos algo grande vindo na direção deste elenco em breve. Bem grande mesmo.

A arte de David Aja (que aparentemente é o gargalo da revista em termos de cronograma) vale esse tempo todo que você ficou esperando. Aja é simples e brilhante em cada um dos quadros desta conclusão. Um gesto simples como ajeitar o cabelo, ou uma expressão de surpresa ou temor tem exatamente o mesmo impacto visual de um quadro com uma explosão de um quarteirão. Em um roteiro de ação praticamente sem falas, David Aja tem muito espaço para brilhar e o utiliza daquele seu jeito característico - cada quadro tem sua razão de ser e nada nesta arte parece gratuito.

Gavião Arqueiro #22 encerra uma das passagens mais fortuitas em títulos (semi) solo de um personagem Marvel nos últimos 10 anos. Fraction, Aja e Wu praticamente inventaram um estilo de se fazer quadrinhos comerciais com uma puta carga de sensibilidade indie no meio da "pipocada" que é o Universo Marvel. E o troço vendeu e mostrou a todo um mercado que as pessoas querem ler histórias com profundidade também. A reformulação implementada por esta equipe em Clint Barton foi tão drástica visualmente e em termos de personalidade que se reflete em TODAS as publicações nas quais o cara participa atualmente. Além disso, os autores elevaram Kate Bishop ao status de heroína que a personagem merece. A espera valeu a pena e este final "lacra" um dos volumes mais divertidos, marcantes e inovadores de um título solo na Marvel  nos últimos tempos.


terça-feira, 14 de julho de 2015

HQ | Lançamentos da semana 15-07-2015

Godzilla vai parar no inferno, Dose dupla de Homem-Formiga e a nova saga da Valiant esta semana. 

É hora de conferir os principais lançamentos em quadrinhos lá fora desta semana. Aqui separamos alguns dos títulos mais aguardados pelo público e crítica.

Justice League #42



A Guerra de Darkseid continua! O flagelo de Apokolips enfrenta o Anti-Monitor. Enquanto isso, Mulher Maravilha lidera a Liga da Justiça contra as forças e esta guerra pode custa a alma de Batman. E ainda: Sr. Milagre enfrenta um inimigo misterioso que vem agindo nas sombras por décadas.

Godzilla in Hell #1


Estreia da mini série em cinco partes da IDW que leva o Rei dos Monstros às torturas do inferno.A cada edição desta série veremos  Godzilla em um nível diferente do submundo enfrentando terrores que só poderiam vir da terra do "coisa ruim".

Ant-man Annual #1



Bem a tempo para a estreia de seu filme a Marvel lança o primeiro anual desta nova fase do Homem-Formiga. Na história de Nick Spencer, um poderoso inimigo retorna e será necessário não um, mas dois Formigos para resolver esse problema. Sim! Após toda a confusão nas edições finais de Vingadores de Jonathan Hickman, Hank Pym está de volta.

Guardians of Knowhere #1



Estreia de mais um tie-in de Guerras Secretas. Brian Michael Bendis e o Brasileiro Mike Deodato se unem para contar a história da única estação espacial do Mundo de Batalha, Knowhere - Uma colônia infestada de maníacos e criminosos na qual somente os Guardiões podem sobreviver.

Book of death #1



O futuro do Universo Valiant começa aqui! Estreia da nova super saga da editora esta semana. Todo o Universo Valiant se volta contra sua nova Geomancer e seu protetor, o Guerreiro Eterno. Saga em cinco partes pelos aclamados autores de X-O Manowar, Robert Venditti e Robert Gill de Harbinger, com desenhos de Doug Braithwaite de Armor Hunters. Imperdível para os fãs da Valiant.

E aí? Semana boa ou fraca nos quadrinhos lá fora? Se interessou por algum título? Deixe seus comentários abaixo.

HQ do Dia | X-O Manowar Vol. 2: Entra em cena Ninjak

X-O Manowar vs Ninjak no segundo encadernado nacional do herói da Valiant.

O segundo volume encadernado de X-O Manowar já foi publicado pelo HQ Maniacs aqui no Brasil e compila as histórias das edições 5 a 8 da revista original no arco chamado Entra em cena Ninjak. Nesta trama com 112 páginas testemunhamos o primeiro contato explosivo entre o assassino de aluguel da Valiant e o guerreiro Visigodo, Aric de Dácia. Enquanto o porradaria come solta entre os dois guerreiros, descobrimos mais sobre os planos, a influência e abrangência dos alienígenas da Vinha que se estende até o Serviço Secreto Britânico e várias entidades governamentais pelo planeta. O arco prepara este elenco para uma grande invasão alienígena vindoura e serve para estabelecer o papel de Aric no mundo moderno e neste Universo Valiant.

Robert Venditti continua se valendo do mesmo modelo de roteiro simples, direto e sem grandes toques de originalidade que ganharam audiência cativa nas primeiras 4 edições de X-O Manowar. Para este tipo de história "mais é menos" e no curso de todo este encadernado temos a mesma gostosa sensação de nostalgia do primeiro arco. É como se estivéssemos lendo algo escrito em 1996 com uma leve repaginação. O roteiro é linear, bruto e de fácil compreensão. As motivações de Aric e Ninjak são transparentes, o que abre espaço para as numerosas e ótimas cenas de ação nas quais o ninja usa toda a sua astúcia contra a força bruta da armadura Manowar. Venditti faz ótimo uso de Alexander Dorian, um agente renegado da Vinha que se torna aliado do protagonista, para esmiuçar alguns pormenores dos antagonistas sem enrolar muito a leitura com explanação. A Vinha é um inimigo enorme, cruel e impiedoso. Isso tudo torna Entra em cena Ninjak um arco sem frescuras e uma leitura rápida, descomplicada e muito leve.

A arte de Lee Garbett não é inovadora ou surpreendente. Temos na parte visual um direcionamento para o traço clássico de quadrinhos de super heróis. Garbett no entanto não decepciona nas cenas de ação (que são o destaque do arco). O ilustrador caracteriza muito bem tanto Aric quanto Ninjak e nos dá condições de sentir a vibração cinética do roteiro de Venditti sem interferências visuais desnecessárias. Um design de páginas sóbrio com destaque para as cenas de combate entre os dois heróis. 

Se você gostou do primeiro arco introdutório de X-O Manowar, chamado Pela Espada, é muito provável que tenha a mesma impressão sobre este segundo volume encadernado do personagem. O roteiro segue o mesmo ritmo veloz, direto e bruto. O protagonista, apesar de ser o velho clichê "homem fora de seu tempo" não é envolvido em dramas existenciais e está ali para mover a história. A introdução de um adversário com uma abordagem mais estratégica como Ninjak é cuidadosa e apesar da simplicidade do roteiro os combates são muito bem planejados. Rober Venditti expande levemente a mitologia da armadura Manowar, da Vinha e do próprio Aric em doses homeopáticas e sem desfocar na trama principal em nenhum momento. A arte de Lee Garbett é sóbria, concisa e nostálgica na medida certa. Entra em cena Ninjak é mais uma prova de que nem sempre é preciso inovar para se contar uma boa história em quadrinhos. A trama não tem nada que não tenha sido feito antes na história de arte sequencial e mesmo assim é uma leitura totalmente satisfatória e que com certeza agradará fãs de HQs clássicas.   



 

domingo, 12 de julho de 2015

SDCC | Marvel anuncia nova HQ de Blade e sua Filha

Blade está de volta e agora tem uma filha.

Hoje no painel Women of Marvel na San Diego Comic Con International a Marvel anunciou o retorno de seu caçador de vampiros mais popular aos quadrinhos periódicos, aquele que anda durante o dia, Blade.


Em Outubro Blade retorna a linha de publicações da Marvel pelas mãos do autor de Grayson e Batman Eternal, Tim Seeley e o artista novato Logan Faerber da excelente Oh, Killstrike da BOOM! Studios. Mas não é só isso: Em sua caçada implacável aos seres da noite Blade terá ajuda de sua filha, a nova personagem chamada Fallon Grey.


Segundo a descrição de Seeley, a intenção é fazer de Blade um título genuinamente de horror, com criaturas que o Caçador nunca enfrentou antes em sua carreira. Ainda sobre os aspectos pessoais do personagem, Seeley descreve Blade como um cara que, após 50 anos buscando vingança contra os Vampiros, começa a perder sua sanidade.



Seeley descreve a filha de Blade, Fallon como uma "anti-Peter Parker" - Ela será popular, querida e todos ao seu redor consideram que ela tem um grande futuro pela frente. Sua relação inicial com o meio-Vampiro será totalmente antagônica segundo o autor e a dinâmica entre pais e filhos relutantes será o principal conflito emocional do título. 

Segundo o autor, o visual de Blade desenvolvido por Faerber será um desvio de suas encarnações anteriores e do filme estrelado por Wesley Snipes.

Blade e sua filha chegam a linha da Marvel em Outubro.

sábado, 11 de julho de 2015

SDCC | Grant Morrison anuncia "The Multiversity Too" e "Batman: Black and White"

É claro que Grant Morrison tem seu próprio painel pela DC Comics na San Diego Comic Con International. E hoje durante esse painel o autor uma nova linha de Original Graphic Novels baseada na sua aclamada epopeia multiversal, The Multiversity. A linha se chama The Multiversity Too e se passa nas várias Terras do Multiverso DC mostradas na série original publicada este ano.

Segundo Morrison, o primeiro título na linha será chamado Multiversity Too: The Flash e chega às bancas em 2016. No entanto, não foi revelado qual versão do Flash será mostrada.


Segundo Morrison "Multiversity Too não é o que vocês estão pensando, não é uma sequência de Multiversity" ele explica "Todos estes anos desde 1987, estou tentando trazer o Multiverso de volta". No entanto não trata-se de um Multiverso confinado. O autor explica que queria trazer de volta a ideia de um Multiverso com infinitas Terras, como no período Pré-Crise. "Se você imaginar que o mapa do Multiverso é uma bolha com cinquenta e duas Terras" explica o autor "Existem outras bolhas de 50 ou 100 Universos".

Morrison ainda divulgou detalhes sobre a nova linha de Graphic Novels chamada Batman: Black and White. Um conceito visto já previamente no Universo DC no qual o escritor Escocês colabora com diversos artistas escrevendo histórias sobre diferentes versões do Cavaleiro das Trevas. Segundo o roteirista, Batman: Black and White se conecta com The Multiversity pois trata-se de uma linha de HQs com diversas versões do personagem em Terras diferentes do Multiverso DC.


SDCC | DC Comics anuncia três novas HQ derivadas de Convergence

O filho de Superman, Telos e os Titãs ganham novos títulos em Outubro.

San Diego Comic Con é uma época de muitos anúncios de títulos em quadrinhos. Então para não deixar de lado esta tradição a DC Comics anunciou ontem via IGN três novos títulos derivados diretamente de alguns tie ins da saga Convergence.

A editora já inclusive divulgou a prévia de capa e sinopse. Veja abaixo:

SUPERMAN: LOIS & CLARK #1

Escrita por Dan Jurgens
Arte por Lee Weeks
Lançamento 14 de Outubro de 2015

Seguindo os eventos épicos de Convergence, estas são as aventuras do último filho e filha de Krypton e da Terra enquanto eles tentam sobreviver em um mundo que não é o deles. Mas se´ra que poderão evitar que este mundo sofra o mesmo destino do seu? Poderia o Superman impedir os vilões que já enfrentou antes de eles serem criados neste mundo? O que é a Intergang, e porque esta descorberta de Lois coloca todos que ama em risco? E o que acontece com seu filho de nove anos quando descobrir a verdadeira identidade de seus pais?

TELOS #1


Escrita por Jeff King
Arte de Carlo Pagulayan e Jason Paz
Lançamento 7 de Outubro de 2015

O vilão da saga esmagadora de mundos Convergence estrela sua própria série solo! Liberto de sua amarra planetária no final da saga, Telos se vê livre para viajar pelo espaço e tempo através dos poderes de Brainiac. Um épico começa enquanto Telos inicia uma jornada para descobrir o seu passado nos confins do espaço.

TITANS HUNT #1


Escrita por Dan Abnett
Arte de Paulo Siqueira
Lançamento 21 de Outubro de 2015

Convergence terminou, mas seus efeitos ainda estão sendo sentidos, especialmente para a jovem precógnita chamada Lilith. O que são essas suas visões de Jovens Titãs que o mundo nunca conheceu? E por que ela se sente atraída a procurar Dick Grayson, Roy Harper, Donna Troy e um Atlante chamado Garth para avisá-los sobre algo sombrio e sinistro que os espreita? Quem são Mal, Gnarrk, Hank Hall e Dawn Granger - e qual a sua conexão com os outros - e com o destino de todas as almas na Terra? Esta é a história secreta dos Jovens Titãs!