quinta-feira, 9 de julho de 2015

SDCC | Resumo de painel - New DC Universe: Mysteries in Space

Nesta quinta feira na San Diego Comic Con alguns dos autores do títulos da nova linha de quadrinhos cósmica / futurista da DC Comics se reuniram em um painel para discutir o futuro de publicações como Green Lantern, Green Lantern: Lost Army, Sinestro, Batman Beyond e Omega Men.

Os artistas convidados foram Cullen Bunn atualmente trabalhando em Sinestro, Lobo e Lost Army; o desenhista de Sinestro, Brad Walker; o time criativo de Batman Beyond, Dan Jurgens e Bernanrd Chang além do escritor do título principal do Lanterna Verde, Rober Venditti.

Este é um pequeno resumo com as informações mais importantes do painel:

- O painel começou com uma anãlse da capa de Batman Beyond #2 que é estrelada por Inque, uma vilã originária da série animada original do Batman do Futuro. Jurgens disse que a série pretende "apresentar uma linha temporal futura coesa para todo o UDC". Jurgens ainda afirma que "o nemesis do Irmão Olho" e a ameaça de Inque serão o foco do arco pelas primeiras seis edições da revista.

- Cullen Bunn então relaciona a atual conjuntura da Tropa dos Lanternas Verdes (que se encontra em frangalhos no UDC) com os eventos em Sinestro. Segundo o roteirista a situação precária da Tropa Verde (mostrada em Lost Army) significa que o anti-herói agora tem uma grande chance de transformar a sua Tropa Amarela na força policial predominante da galáxia. Ainda sobre Lost Army, Bunn explica um pouco da premissa do título no painel "Virtualmente todo mundo que usava um anel verde desapareceu... Eles [os Lanterna que restaram] estarão lutando por suas vidas. Eles estão em um ambiente extremamente hostil para um Lanterna. Eles estão tentando achar o caminho de casa e nem todos eles conseguirão".

Tempos difíceis para Hal Jordan e todos os Lanternas Verdes.

- Robert Venditti fala sobre o novo status de Hal Jordan, que atualmente não usa um anel e sim uma manopla com vários anéis energéticos. "Ele se encontra atualmente em uma situação na qual todos nós, os leitores, sabemos que ele é o herói que sempre foi, ele está por aí ajudando as pessoas, no entanto a Tropa já era e a maior parte do universo acha que ele é um fora da lei... Ele não tem um lugar seguro. Todos estão contra ele. Ele tem de se esconder e fugir e ele vive em uma nave que tem uma Inteligência Artificial que não gosta dele. É um ambiente completamente diferente neste universo onde todos acham que Hal é o vilão." Ainda sobre o Hal Jordan, Venditti falou que o personagem ainda tem que aprender como lidar com os poderes da manopla energética "Ela é definitivamente mais poderosa que um anel, mas tem seus malefícios também". Sobre a recente aparição do Mão Negra, Venditti comenta "Ele é um personagem extremamente divertido de se escrever, porque é completamente insano e horripilante e aterrorizante, mas ele é simpático de um jeito. Ele só quer fazer amigos e se entrosar". Venditti ainda confirma o retorno de Carol Ferris no futuro de Green Lantern.

- Tom King, escritor da novíssima Omega Men chega atrasado ao painel, mas tem tempo de descrever o novo título como "Uma ópera espacial brutal, uma odisseia e um épico... É a minha dedicação e carinho aos quadrinhos dos anos 1980 como Watchmen  e o Cavaleiro das Trevas. É aquele velho clichê... Os rebeldes contra o império. Com exceção de que estes não são rebeldes normais. Eles farão qualquer coisa para derrotar esse império. É meu trabalho favorito. Maravilhoso ". Sobre a presença de Kyle Rayner no título King disse que ele não é mais um Lanterna e ele irá aprender  o que significa ser parte dos Omega Men.

  





SDCC | Capcom anuncia HQ GI Joe vs Street Fighter

A Capcom anunciou hoje em seu painel na San Diego Comic Con International uma nova mini-série em quadrinhos lançada em seis partes unindo personagens do universo de Comandos em ação e Street Fighter pelo selo de quadrinhos IDW.


Apesar de ainda não haver informações sobre data de lançamento ou equipe criativa a empresa soltou a imagem promocional acima e garantiu batalhas épicas entre Bison, Comandante Cobre assim como Vega e Storm Shadow.

Mais informações serão divulgadas durante os painéis da IDW e o post será atualizado. 

SDCC | Grant Morrison e Stan Lee anunciam novas séries baseadas em mitologia Indiana

Nesta quinta feira pela manhã, durante um obscuro painel da editora digital Indiana Graphic India na San Diego Comic Con International, o aclamado autor Grant Morrison anunciou o lançamento de seu primeiro trabalho em quadrinhos 100% feito no formato digital distribuído exclusivamente pelo serviço digital Humble Bundle.

A nova série digital de Morrison se chama Avatarex. A premissa da HQ é um encontro entre lendas da mitologia Indiana e a cultura contemporânea moderna Indiana. A série será distribuída em capítulos de seis páginas a cada duas semanas.

Avatarex - A primeira HQ exclusivamente digital de Grant Morrison


No mesmo painel foi feito o anúncio da série baseada no desenho animado do Cartoon Network India escrita por Stan Lee e chamada Chakra The Invincible lançada no mesmo pacote de Avatarex

Pelo serviço Humble Bundle, parte da arrecadação (que tem valores variáveis de acordo com o que o leitor pode pagar) é destinada a projetos socias e humanitários como o Médicos sem fronteiras e Worldreader.

Tanto Avatarex  quanto Chakra The Invincible já estão disponíveis para compra digital no pacote Tales from India do Humble Bundle, assim como vários outros títulos baseados em mitologia Indiana do selo Graphic India.

  

quarta-feira, 17 de junho de 2015

HQ do Dia | Black Canary #1

Canário Negro estreia seu novo título detonando os palcos da DC Comics.

O que esperar de um título protagonizado por Dinah Lance no meio de uma turnê com uma banda de rock? Black Canary era um verdadeiro mistério na nova DC Comics desde que o título foi anunciado no início deste ano. Spin off de Batgirl? HQ adolescente indie? Reboot de uma das mais queridas personagens do universo DC? A resposta é: Nenhuma das alternativas anteriores. Black Canary é a estreia de um título com personalidade própria que se sustenta com as próprias pernas e que dá um rumo inesperado para uma das personalidades mais fortes desta editora.

O roteiro de Brenden Fletcher na edição de estreia põe Dinah em uma situação bastante diferente do que está acostumada. A moça não é uma frontman nata e isso fica aparente nas cenas de shows. A turnê de Canário Negro (que é o nome da banda) começa conturbada, com apresentações interrompidas por causa de misteriosos ataques à vocalista, destruição das casas de shows, fãs admirados / assustados e um verdadeiro caos. No meio dessa bagunça somos apresentados à banda que forma o elenco de apoio da HQ: A centrada baterista Lord Byron, líder da banda e principal interlocutora nesta história; A emburrada tecladista e geek tech Paloma Terrific e a misteriosa e muda guitarrista prodígio conhecida como Ditto. O único cara no elenco de apoio é o atrapalhado produtor chamado Heathcliff, mas não se preocupe. Ele não passa nem perto de interesse romântico da protagonista nesta edição. Dinah está no palco aparentemente pelo dinheiro. A protagonista é uma cantora incrível, mas relutante. Ela precisa da grana, mas tem que cumprir este contrato. Isso a colcoa em uma situação bem desconfortável. Pondo em risco seus companheiros de banda e fãs. Fletcher conduz a história com naturalidade, apresentando os personagens de maneira fluída.. A HQ alterna o tempo todo entre diálogos conflitantes revelando um pouco dos bastidores da turnê de uma banda de rock e as cenas de ação que mostram o que Dinah faz de melhor: Enfia a porrada em vagabundo. A destruição e o caos que seguem a banda por todos os seus shows dão aquele ar meio decadente das turnês de bandas da década de 1970-80 em lugares pequenos e isso dá uma cara muito diferente para esta publicação.

A arte de Annie Wu aqui é simples, direta, intencionalmente suja e meio tosca, mas vibrante, potente e marcante.Afinal Black Canary é um gibi sobre uma banda de rock em uma turnê extremamente conturbada e com uma vocalista com sérias tendências à violência. Então a parte gráfica não tem nada de "bonitinha". A HQ tem aquela cara de esboço, como se tivesse sido desenhada toda de uma vez. Isso dá muita naturalidade às cenas de diálogo e impacto nas cenas de shows / ação. Isso em momento algum afeta o entendimento da história. Essa "tosqueira" é parte do estilo da ilustradora que combina bastante com a proposta rock 'n roll do gibi. O design do elenco é icônico. Até pelas silhuetas você reconhece quem é quem. E isso, nas cenas de shows facilita muito a compreensão. A colorização é fosca / escura dando aquele clima de "pé na estrada" que o roteiro evoca.

Black Canary #1 é um título muito diferente da linha editorial da DC Comics. Esta HQ é primeiramente uma história sobre uma banda de rock em uma turnê cheia de problemas. Este não é um título sobre uma vigilante que nas horas vagas canta em uma banda. De alguma forma Brenden Fletcher consegue inserir neste contexto ação, mistério e um pouco da ficção que permeia todo os universo de super heróis da DC Comics. É um balanço delicado, mas executado com naturalidade e sem deixar o título monótono. A arte de Annie Wu é tosca, é agressiva, é feroz, é bem estranha por vezes, mas é perfeita para este tipo de título. Dinah realmente ganhou um presente este ano. Ela é a estrela de um título com temática e visual que fogem do amontoado de mesmice que infecta o mercado de quadrinhos mainstream na atualidade.

terça-feira, 16 de junho de 2015

HQ | Lançamentos da semana 17-06-2015

Canário Negro, O retorno dos Fugitivos e um festival de Thors nos lançamentos desta semana.
 
É hora de conferir os principais lançamentos em quadrinhos lá fora desta semana. Aqui separamos alguns dos títulos mais aguardados pelo público e crítica.


 Black Canary #1

Dinah Lance cai na estrada! Mas seus dias de espancar bandidos estão muito longe de terem terminado. Brenden Fletcher (Batgirl) e Annie Wu (Gavião Arqueiro) misturam rock 'n roll, super espiões e artes marciais no novo título da Canário Negro que estreia esta semana.


 Dr Fate #1

O deus egípcio da morte, Annubis pretende inundar o mundo e lavá-lo e a única pessoa que pode impedi-lo é o novo Senhor Destino - um jovem estudante de medicina do Brokklyn que não tem ideia do que está fazendo.




Harley Quinn & Power Girl #1

Harley e a Poderosa estão juntas novamente nesta mini-série em seis partes que começa esta semana. As duas moças estão em outra dimensão tendo que sacrificar sua dignidade para enfrentar o implacável Vartox. Para mais detalhes sobre esta mini leia nossa entrevista com o autor da revista, Jimmy Palmiotti aqui.   



Justice League of America #1

Finalmente poderemos conferir a estreia do aclamado ilustrador Bryan Hitch em um título escrito e desenhado por ele na DC Comics. História fora da continuidade atual do título principal da Liga sobre uma pacífica e misteriosa raça alienígena que chega ao planeta Terra com objetivos excusos.


Robin Son of Batman #1

Título solo de Damian Wayne. O menino prodígio e seu mais novo companheiro (um demônio gigantesco chamado Goliath) partem mundo afora para tentar se redimir pelos seus anos sangrentos.


Astronauts in trouble #1

Esta semana a Image Comics começa a republicar o material que lançou o ilustrador do sucesso The Walking Dead para o mundo. Astronauts in trouble é uma série criada por Larry Young que foi publicada originalmente em 1999 e deu origem a editora AiT (Astronauts in trouble). Na HQ que se passa em 1959, o time de jornalistas do Canal 7 vai até o Peru para investigar assassinatos e se veem envolvidos com espiões Russos, uma base espacial, cerveja barata e roupas de astronauta.


Runaways #1

Mais um tie in de Guerras Secretas estreia esta semana trazendo os jovens mais brilhantes do Mundo de Batalha da Marvel que são selecionados para frequentar a escola mais prestigiosa desta realidade na capital do planeta. Mas quando os jovens descobrem que o diretor do colégio é na verdade um super-vilão o que eles fazem? Fogem! A criadora do sucesso Lumberjanes, Noelle Stevenson nos trás uma história sobre jovens confusos e superpoderosos em um novo universo Marvel.

 Squadron Sinister #1

Estava com saudades de Hipérion, Doutor Spectro, Nighthawk e todo o elenco do Esquadrão Supremo? Pois eles estão de volta, mas como os vilões mais terríveis do Mundo de Batalha. Neste tie in de Guerras Secretas somos apresentados aos caras que vão tentar destronar o soberano deus Victor Von Doom.


Thors #1

Você conheceu a força policial do Mundo de Batalha nas três primeiras edições de Guerras Secretas e aqui o escritor Jason Aaron vai se aprofundar no universo dos guardiões do novo universo Marvel. Uma HQ de investigação com muitas capas, sotaques shakeperianos e martelos pra todos os lados.

E aí? Semana boa ou fraca nos quadrinhos lá fora? Se interessou por algum título? Deixe seus comentários abaixo.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

HQ do Dia | Harley Quinn #3

Especial de Dia dos Namorados. Aprenda a ser solteiro (a) com a Harley.

Dia dos namorados. Aquela data que ou te força a se sentir na obrigação de "fazer um agrado" para seu companheiro ou te faz sentir um miserável por estar sozinho. Isto não é exclusividade sua. Nos quadrinhos também acontece. E esta resenha é uma boa dica de leitura para a data.

Nesta edição especial de Dia dos namorados de Harley Quinn, escrita por Amanda Conner e Jimmy Palmiotti (que já entrevistamos aqui) a assassina desequilibrada mais adorável da DC Comics está solteira, entediada e com saudades do Senhor J. (O Coringa). Seguindo o conselho de seu adorável mascote, o Castor Bernie, ela sai para comemorar seu recente emprego em um bar de solteiros, mas não sem antes consumir uma misteriosa "frutinha" proveniente de uma planta deixada de presente por sua amiga, Hera Venenosa. É a receita para uma noite de dia dos namorados das mais estranhas na vida da personagem.

Assim como muitas das edições do primeiro volume de Harley Quinn (que resenhamos aqui) este terceiro número é ideal para se ler mesmo que você não esteja acompanhando fielmente as aventuras de Harley. Harley Quinn #3 tem a seu favor o fato de ser uma edição com uma história contida e sem amarras muito fortes aos números anteriores. O roteiro de Conner e Palmiotti e leve, cheio de violência gráfica e piadas. E sinceramente, onde você vai encontrar uma história sobre dia dos namorados na qual a protagonista enfrenta um batalhão de presidiários excitados em uma loja de ferramentas? Só aqui mesmo. Assim como todas as edições de Harley Quinn do run de Palmiotti e Conner esta aqui não tem um roteiro profundo nem muito elaborado, mas sim uma proposta de divertir e desconstruir valores sobre uma data comemorativa que no fundo não faz muito sentido. E nisso eles se superam.

A arte de Chad Hardin em Harley Quinn #3 é adorável: Espingardas no túnel do terror, pregos, machado e membros voando na loja de ferramentas e todo o resto do elenco correndo atrás de Harley que nem um bando de cães no cio durante a revista inteira. A caracterização é o forte do artista, com expressões faciais bem distintas e personagens marcantes, mesmo que eles só "durem" 2 páginas no gibi. As cenas de ação são um misto de comédia gore e desenho animado pervertido, então é só alegria.

Harley Quinn #3 mais uma vez demonstra que uma boa leitura não precisa ser tão séria. Em relação ao Dia dos namorados, a história (que diga-se de passagem é escrita por um casal) é um tiro nada sutil na data. Apesar de toda a violência extravagante, as piadas e o visual cartunesco, no final temos uma curta reflexão da protagonista sobre a real intenção da data. É raro uma publicação sobre datas temáticas deste tipo com alguma mensagem relevante e a deixada em Harley Quinn #3 (dentro de sua loucura) é simples, direta e verdadeira.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

HQ do Dia | Ghost Racers #1

Apertem os cintos! A corrida mais desgraçada da Marvel começa aqui.

Guerras Secretas, a mais recente saga do universo Marvel que junta diferentes realidades da história da editora, parece ter despertado as veias criativas mais primais de alguns profissionais envolvidos e suas séries tie ins. Em algumas histórias, pode-se ver claramente que o complexo conceito da saga de Jonathan Hickman foi aproveitado em títulos extremamente simples, baseados em uma premissa que dá para ser explicada em uma frase e se valendo de um roteiro que poderia ser escrito por uma criança de 10 anos de idade.

Este é o caso de Ghost Racers #1 de Felipe Smith e Juan Gedeon. Na edição de estreia do gibi (não tem outro nome que encaixe melhor), somos apresentados ao conceito dos Corredores Fantasmas - Encarnações do Espírito da Vingança que são mantidos sob cárcere pelas forças do deus Victor Von Doom e forçados a correr periodicamente para o entretenimento da população da "Capital" do Mundo de Batalha conhecida como Doomstadt. O vencedor das corridas mantém sua liberdade enquanto os outros apodrecem em uma cela até uma próxima corrida. O elenco é pequeno composto pelas versões mais clássicas do personagem encarnadas por Johnny Blaze e Danny Ketch seguidas da representação ancestral do personagem, Carter Slade e de Alejandra Blaze (A Motoqueira Fantasma durante a saga Essência do Medo). Estes acabam sendo os coadjuvantes para o verdadeiro protagonista da saga, Robbie Reyes, o atual Corredor Fantasma da editora.

O roteiro de Felipe Smith em Ghost Racers é linear, desprovido de camadas e quase que completamente voltado para a corrida em questão. Os personagens são apresentados no meio do alvoroço da linha de largada através da narração do apresentador do evento,uma versão do vilão Arcade e daí para frente é correria, explosões, batidas, xingamentos e violência em alta velocidade. No final até temos uma breve passada na situação dos perdedores e do vencedor para estabelecer motivações, mas o foco da primeira edição é a correria acéfala e descontrolada. Se você não curte este modelo mais simples de quadrinhos não é uma opção de leitura recomendada, mas para quem cresceu lendo histórias nas quais o "aqui" e "agora" eram mais importantes do os "porquês" esta é uma opção extremamente sincera de entretenimento.

A arte de Juan Gedeon não parece nem um pouco impressionante nas primeiras 4 páginas da revista e você com certeza vai duvidar da capacidade do artista até que subitamente é dada a largada e o traço meio "sem sal" se transforma em uma atrocidade sobre rodas flamejantes disparando inferno, balas e correntes por tudo quanto é quadro. A arte de Gedeon realmente se transforma abruptamente assim como os protagonistas e é de longe (milhas de distância) o destaque da edição de estreia. A corrida é visualmente incrível, com variações de tomadas a todo o tempo, cortes abruptos, design cinético e um fluxo inteligível de ação. O redesign de alguns personagens como Alejandra Blaze e o "Centauro Zumbi Fantasma", Carter Slade são irrepreensíveis, verdadeiros presentes visuais para os fãs do Espírito da Vingança. Com o término a corrida, as ilustrações de Gedeon intencionalmente se transformam novamente nos rabiscos monótonos e sem graça de outrora para contrastar com a parte da corrida. Uma sacada sutil e interessante do autor que dá ainda mais impacto às cenas durante a corrida.

Felipe Smith e Juan Gedeon podem ser acusados de várias coisas nesta estreia de Ghost Racers: O roteiro é simplório, raso e infantil? Sim. Os personagens são superficiais? Completamente. A história é somente uma desculpa para as cenas de ação? Com certeza. O que não se pode falar da dupla é de que não há sinceridade na proposta apresentada desde as prévias deste tie in. Ninguém te prometeu uma leitura que vá explodir a tua cabeça e fazer você repensar toda a sua vida. Ninguém te prometeu um elenco original e cheio de conflitos internos. E com certeza ninguém te prometeu um novo clássico de arte sequencial. Dito isto, no que se propõe, Ghost Racers atende quem quer um bom passatempo de alta octanagem com uma arte intencionalmente instável e descontrolada. A HQ não deve ser analisada muito profundamente. É ler, se divertir por 15 minutos e partir para a próxima corrida. Se isso é pouco para você fique longe destes corredores.