quinta-feira, 10 de julho de 2014

Swamp Thing (2011-) #28

Alec Holland cortou os laços com o Verde na edição passada e é agora o único ser na Terra com alguma relação mais profunda com a flora do planeta. De volta ao mundo real somos apresentados às formas humanas de três ex-avatares que foram resgatados por Alec: Irmão Jonah, o Lobo e Lady Weeds. O Monstro do Pântano leva os três para o Mardi Gras nas ruas de Nova Orleans. Ainda nesta edição finalmente descobrimos a origem da misteriosa Capucine e sua relação com o demoníaco Etrigan.
Charles Soule mantém este título bem interessante apresentando os três ex-avatares como o novo elenco de apoio e mostrando o passado da heroína Capucine em flashbacks um pouco mais extensos. Os diálogos são muito bem feitos e a idéia do Monstro do Pântano no meio do Carnaval em Nova Orleans é louca e genial. Me divertiu bastante a leitura.
A arte de Javi Pina neste número é SENSACIONAL. Uma das melhores artes deste título desde seu lançamento. Desde as primeiras cenas com os avatares no pântano, passando pelas cenas no Mardi Gras, seguindo até o deserto de sal e finalmente nos flashbacks. Tudo aqui é impecavelmente bem feito. Não dá nem pra destacar nenhuma cena específica. Javi Pina entra pro rol dos melhores artistas trabalhando na DC Comics atualmente.
Swamp Thing 28 é uma ótima edição. Somos apresentados a um novo lenco de apoio. Finalmente temos explicações sobre o passado de Capucine e com uma arte espetacular o Monstro do Pântano entra em uma nova fase pós-verde. Para os fãs, comprem pois vale a pena.

Legendary Star-Lord #1

Verão no hemisfério norte é época de estréia de novos títulos. Ainda mais se alguma adaptação cinematográfica estiver no horizonte. A Marvel então não perde tempo e põe nas bancas esta Legendary Star-Lord, protagonizada pelo meio-humano meio-spartoi, Peter Quill, líder dos Guardiões da galáxia.
O argumento é de autoria de Sam Humphries que tenta de todas as formas alinhar o perfil do protagonista com o que foi apresentado nas prévias do filme. Peter Quill aqui definitivamente é aquele tipo meio 171 galáctico, fanfarrão e galã meio cafajeste. Um pouco diferente de sua encarnação da fase clássica dos Guardiões escrita por Dan Abnett e Andy Lanning. Esse processo de "cafajestização" de Quill já vinha se dando homeopaticamente nas páginas de Guardians of the galaxy de Brian Michael Bendis. Aqui a mudança é muito menos sutil.
Em Star-Lord 1 Peter está às voltas com os Badoon (que são a tendência alienígena na Marvel atualmente) e um item roubado escondido em um orfanato no qual Quill parece ter alguma ligação. Temos alguns flashbacks meio que obrigatórios de sua infância curta na Terra e cenas da recente interação do personagem com Kitty Pryde (eles estão de namorico desde o final do cross entre os X-Men novinhos e os Guardiões, "Julgamento de Jean Grey"). No final desta edição somos apresentados a uma irmã perdida de Quill chamada Victoria, comandante da Guarda real de Spartax.
A arte aqui é de Paco Medina, que vinha fazendo um ótimo trabalho em Nova e já está bem habituado ao lado mais "cósmico" do Universo Marvel. O traço de Medina é bem eficiente dando fluidez, clareza, boas caracterizações, ótimas expressões corporais e faciais e lindos cenários ao título. Arte de qualidade e bem adequada a este tipo de HQ mais casual.
Legendary Star-Lord 1 é um marco definitivo do novo direcionamento que a Marvel escolheu para Peter Quill. Aquele caso especial no qual o cinema influencia a mídia de origem. No entanto, a Marvel aqui se antecipa ao lançamento do filme e já muda bastante a personalidade, visual e tônica das aventuras do personagem. Star-Lord agora é um canalha espacial de bom coração e não há mais volta para aquele Peter Quill da fase Abnett e Lanning. É inegável um quê de Han Solo durante toda a edição. Pessoalmente este novo direcionamento para Quill me incomodou muito menos do que eu imaginava, mas não posso falar por todos os fãs. Leia e tire suas próprias conclusões. Sobre a HQ, guardadas as devidas proporções de qualidade, ela é uma aventura espacial descompromissada nos moldes de Nova, Captain Marvel, Silver Surfer e a própria Rocket Raccoon. Uma leitura leve, bem desenhada e divertida, que talvez não valha o preço de capa para algumas pessoas.

Grayson (2014-) #1

Dick Grayson: Ex-Robin, Ex-Asa Noturna, Ex-Batman, Ex-Defunto (leia Forever Evil). O sujeito mais "Ex-qualquer-coisa" da DC Comics agora volta à atividade como agente da Spyral, uma organização secreta de espionagem e neutralização de ameaças meta-humanas. Nesta edição de estréia somos apresentados a nova rotina de trabalho do Agente 37 (nome de campo do protagonista), sua parceira de trabalho Helena Bertinelli e o chefe da Spyral, o enigmático Mister Minus.
O argumento de Tim Seeley não tem nada de muito original. Grayson é um super espião e participa de uma missão de extração de um Russo gordo que tem uma arma meta-biológica instalada no próprio corpo. Ele enfrenta alguns outros agentes (um deles mascarado e fantasiado, logicamente) em um trem trans-siberiano e retorna ao quartel general da Spyral. Nas cenas subsequentes ficamos cientes de que Grayson está secretamente em contato com um tal "Mr. Malone" (Que todo mundo já deduziu que é Bruce Wayne) e vemos que o tal Mister Minus tem um banco de dados com as identidades secretas de vários meta-humanos do Universo DC, incluindo o próprio Batman.
A arte de Mikel Janin é quase perfeita nesta primeira edição. Os desenhos são muito caprichados, a caracterização é precisa, as páginas e o enquadramento tem o impacto necessário, existe um cuidado extremo com cenários e anatomia. Minha única reclamação é que, em algumas cenas, a acrobacia é confusa e apesar da sequência de movimentos de Grayson ser bem feita, ela é um pouco difícil de acompanhar. Isso acontece especificamente na cena em que Grayson salta do trem com o Russo após o resgate. Mas no geral a arte é acima da média e muito adequada pra um título cheio de ação como esse.
Grayson 1 é uma boa leitura. Nesta edição de estréia o grande mérito de Tim Seeley não é fazer algo muito revolucionário. Seu mérito é sim pegar um personagem interessante e com um background muito bonito como Dick Grayson, retirá-lo do aquário que é o universo de Gotham e dar novos ares a ele. É muito legal ver um personagem desse calibre na DC agindo como um cidadão do mundo e espero que esse tom internacional meio James Bond se mantenha. Se a HQ continuar com essa premissa e essa qualidade de arte continuarei comprando.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Spider-Man 2099 (2014-) #1

Desde o anúncio no ano passado de que o Homem-Aranha 2099 retornaria ao Universo Marvel em Superior Spider-Man e que futuramente teria um título solo escrito por seu criador, o lendário Peter Allen David eu já tinha separado o dinheiro pra esta primeira edição. Tenho que confessar que sou fã do personagem desde a adolescência e que todo o Universo 2099 fez parte da minha formação como leitor de títulos de super-heróis. Então fica complicado fazer um review sem uma certa dose de fanatismo da minha parte. Desculpas adiantadas.
Em Spider-Man 2099 1 acompanhamos Miguel O'Hara que agora se utiliza da alcunha de Mike O'Mara e trabalha na ainda pequena compahia chamada Alchemax. Miguel está preso em 2014 desde o incidente temporal em Superior Spider-Man e agora trabalha na empresa junto com seu futuro avô, Tiberius Stone. Na primeira edição somos apresentados ao elenco que é pequeno e já temos bastante ação. Um agente de uma organização de "limpeza temporal" do ano de 2211 chamada T.O.T.E.M. caça o Aracnídeo pelas instalações da Alchemax.
Como sempre os diálogos de David são afiados e seus conceitos são esquisitos e familiares sem soar "engraçadinhos" ou forçados. A história transcorre com extrema naturalidade e como primeira edição este pequeno confronto serve tanto para apresentar o protagonista quanto introduzir coadjuvantes e pôr a história em movimento.
Minha única reclamação é que o personagem ainda não tem um objetivo definido e isto não é estabelecido na primeira edição, mas já conhecendo o roteirista sei que existe um grande plano para este título e que por volta da segunda edição já teremos um rumo para protagonista.
A arte de Will Sliney é perfeita. O desenhista consegue expressar dinamismo nas cenas de ação, personalidade nas cenas de diálogos e extrema habilidade nas caracterizações e cenários. O traço do sujeito é extremamente limpo e polido. Os enquadramentos são perfeitos e o Aranha 2099 nunca foi tão bem desenhado. Ótima arte.
Spider-Man 2099 1 é uma edição de estréia muito empolgante. O personagem continua relevante e carismático como na década de 1990. A qualidade no roteiro e diálogos é inegável. A HQ é de um dinamismo tamanho que a leitura passa voando e a arte é absurdamente bem feita. Se você tiver que escolher entre o Aranha 2014 e o 2099 fique com Miguel O'Hara. Você não vai se arrepender de ter largado Peter Parker.

Justice League 3000 #4

A Liga 3000 conhece sua verdadeira origem nesta quarta edição de Justice League 3000. Superman, Batman e Mulher-Maravilha são levados pelo Xerife de Takron-Galtos (Planeta anteriormente conhecido como Terra) Aaban ao encontro de Ariel Masters, a idealizadora do projeto Liga 3000 juntamente com os gêmeos Teri e Terry. Neste encontro Ariel revela aos 3 maiorais que na verdade eles não são meros clones. Os heróis foram refeitos a partir de um hospedeiro humano "ïnfectado" com seus DNAs e submetido a uma transformação. Ainda nesta edição o Lanterna Verde consegue escapar das garras da insana Locus e os gêmeos da Cadmus recriam Barry Allen e um novo Nuclear.
J.M. DeMatteis escreve uma edição mais explanatória aqui. As únicas cenas de ação se dão durante a fuga de Hal Jordan do cativeiro. De resto temos algumas cenas bem chatinhas com os gêmeos e diálogos divertidos entre a Liga e Ariel Masters.
A arte de Howard Porter continua me agradando bastante. O desenhista consegue imprimir um ritmo narrativo bem confortável mesmo uma HQ com muitas cenas paradas e diálogos extensos. As caracterizações são boas, os cenários excelentes e as expressões faciais são bem convincentes.
Justice League 3000 4 não é uma leitura sensacional. Temos algumas partes bem chatas, principalmente com Terry e Teri. No geral apesar de contar a origem real dos personagens é uma edição um pouco decepcionante. A arte é boa, mas espero um pouco mais de ação e menos mimimi nas próximas edições pois o elenco é muito divertido e o título tem potencial.

Sinestro #2

Thaal Sinestro chega ao quartel-general dos Lanternas Amarelos liderados por Arkillo para resgatar sua filha Soranik e recuperar o controle de sua Tropa. A motivação de Sinestro continua sendo salvar os sobreviventes da destruição de Korugar e com isso consegue convencer Soranik a ajudá-lo. Na batalha o vilão executa friamente alguns membros da Tropa Amarela e deixa claro que nunca confiará em nenhum deles.
Cullen Bunn escreve uma edição com bastante ação e que coloca o protagonista de volta ao rol dos vilões impiedosos da DC Comics. O personagem passa por cima de qualquer coisa para salvar seus conterrâneos e se mostra bastante poderoso, inclusive destruindo um anel amarelo. Os diálogos não tem nada de muito especial e apesar de não ser um revista chata de ler, não achei tanta graça nesta segunda edição.
A arte de Dale Eaglesham não é ruim, mas também não tem nada de especial. Temos cenas de ação bem desenhadas e construtos amarelos até bem interessantes durante as batalhas. No entanto nada chama muita atenção graficamente aqui.
Sinestro 2 é uma leitura razoável. O personagem é tratado como um vilão determinado e impiedoso e acho que a história é válida por este motivo. De resto os diálogos e a trama não tem nada demais e a arte não incomoda, mas também não impressiona.

Rocket Raccoon #1

Na onda do frenezi criado pela adaptação cinematográfica do diretor James Gunn na comunidade Marvel sobre os Guardiões da Galáxia a editora aproveita e lança um título solo dos dois membros mais pop da equipe: Star Lord e Rocket Raccoon. Este aqui é escrito e desenhado por Skottie Young, famoso por suas capas alternativas "fofinhas" usadas nos principais eventos da editora.
Young não complica e encaixa um enredo bem simples: Existe outro Guaxinim casca-grossa na galáxia se passando por Rocket e cometendo vários crimes. Estes se somam a já extensa lista de contravenções do roedor e o personagem é perseguido durante toda esta primeira edição pela polícia. Temos participações de seu BFF, Groot e dos Guardiões da Galáxia. Tudo isso em um clima bem cartunesco e sem nenhuma seriedade ou relação com o arco atual da mensal da equipe. No final da edição descobrimos que as ex-namoradas de Rocket estão por trás de todo o plano para destruí-lo. Nada de muito original aqui.
Os diálogos de Young são bem casuais e despojados. Não temos os ocasionais "flarks", etc. Senti falta dos palavrões espaciais aqui. Me causou estranheza o fato do protagonista ser retratado como um "pegador" e de tratar mal suas namoradas. Esse é um aspecto novo pra mim, pois em encarnações passadas a vida amorosa do Guaxinim nunca foi tão agitada, mas tudo bem.
Nunca tinha lido nada desenhado por Skottie Young antes, só tive contato com os desenhos do cara via capas alternativas. O que posso dizer é que o trabalho gráfico aqui é cartunesco e meio "rock 'n roll". Parece que estamos lendo uma edição de "A Vaca e o Frango" ou "Du, Dudu e Edu". O traço é bem dinâmico e fluído e a HQ é bem louca e divertida graficamente.
Rocket Raccoon 1 é uma boa estréia de um título que não tem nenhuma pretensão de ser levado a sério. O tom aqui não chega a ser de um Deadpool, mas é descompromissado e bem feito no que se propõe. O autor com esta premissa dá uma nova dimensão ao personagem e tornando ele um "muleque piranha" descaracteriza um pouco a imagem que eu tinha de Rocket. De qualquer forma a história me divertiu e a arte é muito boa. Não é uma compra essencial pra quem lê Guardians of the Galaxy, mas diverte.